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Pensamentos aleatórios

11 de novembro de 2015

Cesar da PC foi à rádio explicar a operação do DERCAP, mas ninguém ouviu o que ele falou

Cesar, no Catalão Urgente, recorde de audiência: 7 ouvintes.

Um dos melhores indícios para aferir a popularidade de um agente político é a repercussão de suas palavras. E o dia de ontem foi mais uma confirmação de que a gestão Jardel vai mal nesse quesito.

O Secretário de Infraestrutura, de Governo e também Superintendente da SAE, Cesar José Ferreira (Casar da PC) foi à rádio prestar esclarecimentos sobre a Operação Água Suja, deflagrada pela DERCAP Delegacia de Repressão a Crimes contra a Administração Pública), que apreendeu documentos e computadores na sede da Superintendência e também na residência do super secretário, levantado vários questionamentos na sociedade.

Pois bem, isso ocorreu na segunda-feira e logo na terça pela manhã Cesar usou os microfones da rádio para tranquilizar a população (e os aliados) dizendo que a diligência veio apurar uma denuncia anônima e que não existem indícios de irregularidade que justificasse o alarde feito pela oposição. Foi contundente dizendo que tudo não passa de um factoide armado pelo PMDB com o intuito de prejudicá-lo e que a operação não vai dar em nada, diferente da Ouro Negro que apurou o desvio de 10 milhões de reais (mas que também não deu em nada, diga-se).

Pois bem, foi tudo muito bom, tudo muito bem, mas Cesar cometeu um erro fatal em sua defesa: a escolha da rádio para faze-la. Não da rádio em si, pois a Cultura tem credibilidade e grande alcance, o problema foi ele escolher fazer isso no Programa Catalão Urgente, do vereador/radialista/pretenso candidato a vice Paulo Cesar, que amarga a pior audiência do rádio catalano no horário das 10:00h as 12:00h, perdendo feio para o Claudio Lima, na Liberdade FM, para o Elias Monteiro e a Paula Schimidt, na Top FM, e para a Luciana Machado, na Sucesso FM.

Cesar falou, falou e falou, mas ninguém ouviu e aí ficou valendo a versão da TV e dos outros programas de rádio, porque o do Paulo Cesar só escuta quem vai lá participar, ou seja, só os produtivos e ocupadíssimos secretários municipais, conforme prova a imagem que ilustra este post.

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Universidade Federal de Catalão (UFCat): afinal, quem é o pai dessa criança?


Desde o anúncio, na semana passada, da transformação do Campus da UFG Catalão em universidade federal autônoma, um debate domina o meio político da cidade: afinal, quem é o "pai", o "dono", o "maior responsável" dessa importantíssima conquista para Catalão e toda a região sudeste de Goiás? 

Vários atores da vida política local reclamam para si a paternidade desse feito, a despeito de qualquer relação mais (ou menos) harmoniosa com a universidade em tempos passados. Alguns pleitos de paternidade são repercutidos pela mídia da capital, em analises rasas que consideram apenas o cenário político atual, repetindo a informação equivocada que está sendo criada do zero uma nova universidade, ignorando que há 32 anos a UFG é a maior responsável pela formação superior na região sudeste de Goiás (claro que tal entendimento é proposital e serve a interesses específicos, não compensando gastar nosso português com quem repete esse mantra ridículo, por isso não mencionarei mais tal bazófia aqui).

A verdade é que é muito difícil, haja vista os variados argumentos, apontar quem é o maior responsável no meio político por esse feito, mas justamente por ser membro efetivo da comunidade acadêmica de Catalão, tendo me formado e pós-graduado pela UFG e há anos acompanhar de perto o debate interno sobre a necessidade de aumento da autonomia administrativa e financeira do Campus Catalão, é que resolvi compartilhar com os leitores do blog minhas dúvidas sobre os méritos de paternidade da Universidade Federal de Catalão (UFCat), de acordo com as contribuições de cada ator envolvido nesse processo. Assim, o pai da UFCat é:

Haley Margon: enquanto prefeito, há 32 anos atrás, Haley fez um convênio com a UFG para trazer cursos superiores para formação de professores, fazendo a Prefeitura arcar com pagamento de salários e estrutura física para as aulas. Mesmo depois de terminar seu mandato manteve relação próxima com a universidade, até mesmo doando terrenos de seu patrimônio particular para ampliação do campus (a área 2 do Campus Catalão, futura sede do curso de Medicina,  foi construída em um desses terrenos), sendo homenageado pela UFG com o título de Mérito Universitário pelos importantes serviços prestados a Universidade. Sem o pioneirismo de Haley não existiria campus da UFG em Catalão e sequer o sonho de uma universidade autônoma;

José Henrique Stacciarini: de todos os professores da UFG Catalão, José Henrique, do curso de Geografia, sem dúvida foi a voz mais contundente a defender a emancipação do campus e sua transformação em universidade autônoma. Sempre se manifestando nesse sentido através de artigos de opinião, trabalhos acadêmicos ou mesmos faixas afixadas na entrada do campus, José Henrique nunca mudou seu discurso, nem mesmo quando os ventos políticos eram desfavoráveis e um recuo estratégico seria salutar. Por isso o reconhecimento de toda a comunidade acadêmica;

Adib Elias: por manter o convênio da Prefeitura com a UFG, arcando com o pagamento integral dos salários dos professores após o Governo de Goiás romper com sua parte e deixar de repassar o valor equivalente a metade da folha de pagamento dos docentes conveniados (posteriormente convertido na Biblioteca e Auditório do Campus), isso em uma época em que eram pouquíssimos os professores do quadro federal efetivos em Catalão e a dependência da Prefeitura era gigantesca;

Manoel Chaves: depois de ser Diretor por dois mandatos se tornou Vice-Reitor da UFG e colocou os campus do interior em evidência, chamando a atenção para a capacidade administrativa, de articulação política e de produção acadêmica não só do Campus Catalão, mas também de Jataí;

Eu: sim, eu mesmo, este blogueiro que vos escreve, sou também um dos pais da Universidade Federal de Catalão (UFCat), pois participei, em 2010, de uma comissão coordenada pelo professor Claudio Maia, do curso de História, que elaborou o primeiro projeto sistemático para a transformação do Campus Catalão em uma universidade federal autônoma. Também fizeram parte desta comissão os professores Élida Alves (Matemática), Idelvone Mendes (Geografia), Luiz Carlos do Carmo (História), Marcelo Stoppa (Matemática Industrial), Maria Rita de Cássia Santos (Química), Rodrigo Delalibera (Engenharia Civil), Vagner Rosalem (Administração), Zenon (Biologia), a técnica Ana Paula Neiva e o estudante Sérgio Idalino, que levaram o projeto da Universidade Federal do Cerrado (UFCerr) às mãos do presidente Luis Inácio Lula da Silva, que prontamente o encaminhou à avaliação do Ministro da Educação, Fernando Haddad, que achava mais vantagem investir no sistema multicampus do que na criação de novas universidades, o que levou o projeto a não ter a devida atenção. Nessa empreitada também merecem destaque o deputado federal Rubens Otoni e o prefeito Velomar Rios, sendo a articulação política de ambos fundamental para a chegada do projeto às mãos do Presidente (o que oficializou, pela primeira vez, o desejo de independência do Campus Catalão);

Edward Madureira: a articulação política de Edward, que durante seus dois mandatos de Reitor, foi responsável por emendas orçamentárias, obras, pessoal docente e técnico, que permitiram o enorme crescimento da UFG durante o Reuni (Programa de Reestruturação das Universidades Federais), fazendo o Campus Catalão triplicar de tamanho e oferta de cursos. É também de Edward o maior mérito pela vinda do curso de Medicina, que mesmo sem ainda ter começado, alçou o campus em outro patamar de importância;

Orlando Amaral: o atual Reitor da UFG merece o mérito por não ter criado empecilhos à separação dos campus de Catalão e Jataí, afinal vai entregar uma UFG menor do que recebeu e nem mesmo assim usou de sua influência e prestígio para atrapalhar o processo;

Gustavo Sebba: mesmo sem nunca ter pisado no Campus Catalão, o deputado estadual pleiteia a paternidade do UFCat por ser aliado do Governo de Goiás e ter feito uma emenda orçamentária no valor de 3 milhões de reais em verbas estaduais para ajudar na consolidação do curso de Medicina (que se foram realmente aplicados, como no caso da construção do Auditório e da Biblioteca, e não ficarem só na conversa, como os 3 milhões da reforma do Ginásio Internacional) serão importantes no início das atividades do curso, principalmente levando em conta o atual cenário de cortes orçamentários do Governo Federal;

Jardel Sebba: está no lugar certo, na hora certa. Mesmo fazendo uma gestão fracassada, sem dinheiro para trocar lâmpadas ou pagar fornecedores em dia, ninguém pode negar que o prefeito de Catalão assinou todos os protocolos necessários para a vinda do curso de Medicina e para a renovação do convênio entre Prefeitura e UFG. Mesmos que tais atos fossem feitos até mesmo pelo Bozó, se ele fosse o prefeito, é Jardel quem está na cadeira e irá colher parte dos méritos das duas melhores notícias dos últimos 30 anos para Catalão e região;

Marconi Perillo: o Governador de Goiás mais uma vez mostra que é mestre em fazer graça com o chapéu alheio, atribuindo a criação de duas universidades federais à sua capacidade de articulação política, mesmo deixando a Universidade Estadual de Goiás (essa sim, de sua competência) acabar à míngua. Aparece agora, graças a tendenciosa grande mídia da capital, como o principal responsável pelo atendimento dos pleitos históricos de emancipação dos Campus Catalão e Jataí. Inegavelmente tem seu mérito, pois foi permitido a ele dar em primeira mão a notícia (sabe-se lá em troca do quê), mas no caso de Catalão sua maior contribuição foi construir a Biblioteca e o Anfiteatro (obras inegavelmente importantes, diga-se), mas parando de repassar a parte que cabia ao Estado no pagamento do salário dos professores conveniados. Uma aposta irresponsável, que Marconi ganhou no final, mas arriscou provocar o fim do Campus Catalão, caso a Prefeitura não conseguisse manter sozinha o convênio, e sem Campus não haveria sequer possibilidade de nova universidade...

Enfim, apresentados os pretensos pais, e as justificativas de cada um para receber os méritos da paternidade, eu fico em dúvida em quem tem mais razão no seu pleito, de quem seria o mais digno de, acima de todo o esforço coletivo ao longo dos tempos, merecer todos os louvores e glórias de escrever o seu nome na certidão de nascimento de tão importante acontecimento na história de Catalão e região. Mas de uma coisa eu tenho convicção: se não dá para saber quem é o pai da UFCat, com certeza sabemos quem é a mãe, e esta, sem estardalhaço e sem fazer graça com o chapéu de ninguém além do dela estará em Catalão no próximo dia 19 para anunciar oficialmente a boa nova à população da região sudeste de Goiás, e que seja muito bem vinda, Presidenta Dilma Roussef, Mãe da Universidade Federal de Catalão.

E o pai?! O pai não interessa, na atual conjuntura o poder está na maternidade e o pai, quando presta, só serve para pagar pensão.

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4 de novembro de 2015

Coerência tucana

A coerência dos tucanos goianos em uma imagem:


Tela capturada do site do Jornal Opção.

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Por que os pobres incomodam tanto?



Na semana em que duas jornalistas publicam textos de ojeriza aos mais pobres, fica a reflexão: o que incomoda a elite não é a perda de direitos, mas de privilégios. Em um mundo onde ser ‘VIP’ e obter exclusividades são o ápice do prazer aristocrático, a popularização do acesso a educação, saúde, viagens e bens de consumo deve ser mesmo um horror

Por Maíra Streit

Nessa semana, dois textos de colaboradoras do jornal carioca O Globo chamaram bastante a atenção dos leitores, não exatamente pela qualidade do conteúdo em si, mas pelo grau de preconceito destilado em suas palavras.

Em um deles, a colunista Hildegard Angel defendeu a segregação como medida para conter os arrastões em praias do Rio de Janeiro. Entre as sugestões destinadas ao governo, surgiram ideias brilhantes como “diminuir drasticamente a circulação das linhas de ônibus e de metrô no fluxo Zona Norte-Zona Sul” e até mesmo “cobrar entrada nas praias de Leme, Copacabana, Ipanema, Leblon”.

É isso mesmo. Para a colunista, impedir o acesso da população pobre às áreas mais prestigiadas da cidade é uma maneira eficiente de “reprimir as hordas e hordas de jovens assaltantes e arruaceiros”. “As medidas são antipáticas e discriminatórias, concordo. Mas ou é isso ou será o caos”, finalizou. Aparentemente arrependida de suas declarações, Hildegard retirou o texto do ar após uma saraivada de críticas.

Seguindo a mesma linha, os leitores d’O Globo foram brindados com uma publicação pretensamente irreverente, mas nem por isso menos cruel. Em seu blog, Zona de Desconforto, a jornalista Silvia Pilz descreve o comportamento dos mais pobres em consultórios médicos.

Em tom de deboche, ela afirma que essas pessoas costumam inventar doenças e fazem drama para faltar ao trabalho. “Acho que não conheço nenhuma empregada doméstica que esteja sempre com atacada da ciática [leia-se nervo ciático inflamado]. Ah! Eles também têm colesterol [leia-se colesterol alto] e alegam ‘estar com o sistema nervoso’ quando o médico se atreve a dizer que o problema pode ser emocional”, escreveu.

Silvia ridiculariza ainda a procura por mais informações na área da saúde, dizendo que, ao assistir a um programa da Rede Globo sobre o assunto, “o caso normalmente é a dúvida de algum pobre”. “Coisas do tipo ‘tenho cisto no ovário e quero saber se posso engravidar’. Porque a grande preocupação do pobre é procriar”, complementa.

A jornalista enfatiza que, com a democratização dos planos de saúde, fazer exames se tornou um programa divertido para os pobres, que se arrumam especialmente para a ocasião, chegam cedo e, admirados com o ar-condicionado e o piso de porcelanato dos laboratórios, aguardam ansiosamente pelo lanche oferecido após os exames.

Não sabemos exatamente em que país vive a blogueira em questão, mas, no Brasil, a relação entre os pobres e o acesso à saúde está longe de ser engraçada. Embora algumas conquistas sejam evidentes, os planos particulares não funcionam às mil maravilhas e ainda são, sim, um privilégio de poucos. A realidade da população de baixa renda ainda é, em boa parte, a fila do hospital público, a superlotação, a falta de médicos e a dificuldade na marcação de consultas.

O país, de fato, está mudando. Mas o que parece não mudar nunca é a ideia de um ‘apartheid’ social que enche os olhos da classe média alta brasileira, incomodada em dividir o mesmo ar que segmentos antes marginalizados. Impossível não lembrar da afirmação de outra polêmica colunista, a socialite Danuza Leão, que há alguns anos escreveu na Folha de S. Paulo que ir à Nova Iorque não tinha mais graça, já que eram grandes as chances de encontrar o seu porteiro por lá.

Esses são exemplos clássicos de que o que incomoda a elite não é a perda de direitos, mas de privilégios. Em um mundo onde ser ‘VIP’ e obter exclusividades são o ápice do prazer aristocrático, a popularização do acesso a educação, saúde, viagens e bens de consumo deve ser mesmo um horror.

Imagine que absurdo o filho do motorista estudar na mesma faculdade que o seu, ou encontrar a manicure fazendo compras naquela que era a sua loja preferida. Ainda mais ultrajante deve ser ver a empregada jantando filé mignon e dizendo a você que, de uma vez por todas, a escravidão acabou. Haja Lexotan para acalmar os ânimos dessa gente, tão afeita a mandar e desmandar sozinha em seus feudos imaginários. Quanto a isso, só resta uma coisa a ser dita: acostumem-se… A tendência é piorar.

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3 de novembro de 2015

MEGALOMANIA: Prefeitura diz que barragem no ribeirão Pari vai "superar de vez a crise hídrica que atinge diversas cidades brasileiras"

Pelo esmero com os detalhes (ou a falta dele) é possível avaliar a qualidade da assessoria do gestor público municipal e, no caso da Assessoria de Comunicação, o prefeito Jardel está completamente desassistido.

Não bastasse o foco na comunicação através das mídias sociais, numa linguagem pouco palatável a maioria da população e praticamente ignorada pelas demais Secretarias (que não produzem um único conteúdo limitando-se, quando muito, a copiar e colar as informações que saem do Gabinete) em detrimento da transmissão radiofônica, muito mais difundida em Catalão do que TV ou Facebook (o programa do Paulo Cesar não conta, porque ninguém escuta) o site da Prefeitura, diariamente abastecido com notícias das "obras" em andamento na cidade foi contaminado pela incompetência geral da gestão divulgando textos com erros de português e realizações megalomaníacas, que nem mesmo o Jardel acreditaria ser capaz.

A última pérola dessa eficiente pasta se trata do texto para divulgação da construção de uma barragem no ribeirão Pari, obra com financiamento da Caixa Econômica Federal e que supostamente acabará com a falta de água em Catalão nos próximos anos (o que me leva a duvidar, pois se não faltar água qual será a desculpa para vender a SAE?). O problema desta nota é que a assessoria de comunicação dispensou a revisão ortográfica e publicou um texto em que fala que tal barragem vai superar de vez a grave crise hídrica que atinge diversas cidades do Brasil. Duvida?! Confira a seguir:



A Prefeitura de Catalão aposta no represamento do Ribeirão Pari, nas proximidades dos limites com Goiandira, para superar de vez a crise hídrica que atinge diversas cidades brasileiras pelo segundo ano consecutivo.

Pode ser que a nota não tenha sido mal escrita. Talvez o Jardel vai fazer uma parceria para levar água pro resto do Brasil e esqueceram de mencionar, pois do jeito que está a aposta é que a barragem vai acabar com a crise hídrica de forma geral, não só a que atinge Catalão.

Com uma assessoria dessa (no mesmo das demais, diga-se), não é de espantar que a gestão Jardel chegue no último ano de seu mandato tão mal avaliada pela população: quem não se comunica se trumbica!!! 

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O dia depois do feriado

Ao chegar na cidade o prefeito se inteira dos fatos ocorridos em sua ausência e se prepara para emitir uma mensagem tranquilizadora à população:


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Enquanto isso, no Rio de Janeiro...

Ainda no hotel, antes de aprontar as malas para retornar à Catalão, o prefeito Jardel recebe uma inusitada ligação:


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2 de novembro de 2015

Projeto da UFG Catalão é destaque no Bom Dia Brasil

Para aqueles que duvidam da importância de se ter uma Universidade Federal autônoma em Catalão, segue a reportagem de hoje (02 de novembro) veiculado no Bom Dia Brasil, sobre pesquisa desenvolvida pelo professor Marcelo Stoppa, do Mestrado em Modelagem e Otimização da UFG Catalão, para a criação de próteses de baixo custo em impressoras 3D:


Um projeto da Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão pode ajudar quem a precisa de uma prótese. Os pesquisadores fazem as peças do equipamento em uma impressora 3D por um custo muito menor do que o usual.

Basta falar ou apertar um botão. O aplicativo que move a mão eletrônica foi criado por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás. O projeto é para criar próteses para quem teve a mão amputada ou nasceu com má formação. Uma alternativa mais barata em relação às que já existem no mercado.

“A prótese eletrônica, que custa em torno de R$ 150 mil a comercial, a gente consegue fazer no laboratório por menos de R$ 5 mil, já com motor, a parte eletrônica, tudo funcionando”, afirma o coordenador do projeto, da UFG, Marcelo Stoppa.

As peças são feitas em impressoras 3D. O material usado é chamado de polímero, uma espécie de plástico derivado do milho. “A ideia é colocar pequenos micromotores na palma da mão, de forma que a prótese seja confortável e a mais leve possível”, explica Marcelo Stoppa.

E os alunos estão animados com o projeto. “A empolgação é essa, né? Você ver em prática aquilo que você só tinha na mente. Até então só planejado, aqui você coloca em prática”, conta o estudante Lisias Camargo.

Eles também trabalham com um modelo que não é eletrônico, mais indicado para crianças. É a força do punho que faz ela se mexer, abrir ou fechar.

O trabalho já vai fazer quase dois anos e a equipe não tem descanso. Faça chuva ou faça sol, pelo menos duas vezes por semana está no laboratório trabalhando duro. Mas tanto esforço já está surtindo resultado. Um estudante da universidade vai ser a primeira pessoa a testar a prótese.

Semebber é aluno da pós-graduação. Ele tem Síndrome de Moebius, um distúrbio raro, que compromete a expressão facial, gera dificuldades na fala e deficiência nos pés e nas mãos. “Com a prótese, a gente vai ter melhores condições de fazer alguns tipos de movimento. Tipo jogar dama. Quem sabe, pegar as peças de dama e brincar com as duas mãos, igual qualquer pessoa que não tem deficiência física”, afirma o estudante Semebber Lino.
Imaginemos o que não poderia ser desenvolvido em nossa cidade se existisse maior autonomia orçamentária e independência na captação de recursos?

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Charge especial do Dia de Finados


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Enquanto isso, no Cemitério Municipal...

Alguém chora muito pelo ente querido que faleceu:


Só mesmo indo pro Rio de Janeiro pra suportar tanta dor...

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