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Pensamentos aleatórios

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9 de janeiro de 2018

Sem garantia de segurança, Cármem Lúcia desiste de vistoriar presídio em Aparecida de Goiânia


Apesar da declaração do governador Marconi Perillo (PSDB), que rebateu a informação sobre insegurança no presídio de Aparecida de Goiânia, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi desaconselhada de visitar o local por vários interlocutores.

A ministra veio a Goiânia e se reuniu com autoridades do estado nesta segunda-feira (8), mas não foi ao presídio. No local, ocorreram três rebeliões e nove mortes na semana passada.

A ministra, que também é presidente do CNJ, foi alertada inclusive de que havia explosivos dentro do complexo penitenciário, e que presos teriam armas de fogo e até granadas. Diante das novas informações, Cármen Lúcia pediu uma nova inspeção no local.

A afirmação de Marconi de que a ministra teria absoluta segurança para fazer a visita foi recebida como uma espécie de bravata por auxiliares do STF. Isso porque desembargadores, juízes e integrantes da OAB e do Ministério Público fizeram alertas preocupantes da situação interna do presídio.

À imprensa Marconi declarou que em nenhum momento a ministra Cármen Lúcia pediu para visitar o complexo penitenciário.

Pra quê ela veio então? Pra sair na foto?

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23 de fevereiro de 2017

19 de fevereiro de 2016

STF muda o entendimento e autoriza prisão após decisão de 2ª instância


Em decisão ao mesmo tempo elogiada como caminho para o fim da impunidade e criticada por teoricamente retirar direitos dos réus, o STF (Supremo Tribunal Federal) mudou seu entendimento e afirmou que a Constituição Federal permite o cumprimento da pena de prisão após a condenação por tribunal de 2ª instância.

Desde 2009, o STF permitia o cumprimento da pena de prisão apenas quando todas as chances de recurso já haviam se esgotado (o chamado trânsito em julgado), ou seja, quando não cabiam mais recursos dos réus, o que podia levar o processo até o STJ (Superior Tribunal de Justiça) e ao STF até que os acusados fossem presos.

Para a maioria dos ministros, a mudança no sistema penal combate a ideia de morosidade da Justiça e a sensação de impunidade, além de prestigiar o trabalho de juízes de primeira e segunda instâncias, evitando que se tornem "tribunais de passagem".

O julgamento, realizado nesta quarta-feira (17), promete influenciar decisões judiciais em todo o país e pode mudar o desfecho de casos famosos, como o do ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB/MG), condenado em 1ª instância pelo caso conhecido como mensalão tucano. Com a mudança de entendimento do Supremo, ele pode ir preso mais cedo do que é costume no Brasil.

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18 de setembro de 2015

STF proíbe doação de empresas para campanhas políticas


Grande notícia: ACABOU o financiamento privado de campanhas. choram DEM, PSDB, Eduardo Cunha e todos os baluartes "anticorrupção" do país.

As campanhas agora serão mais baratas. isso vai melhorar a representatividade da população em geral no congresso. Hoje lá só tem RICO.

As doações empresariais aumentavam a influência do poder econômico. claro que o PSDB e a mídia eram a favor, são capachos do poder econômico.

Espero que o fim do financiamento privado também diminua a influência do marqueteiro. menos marketing, mais VERDADE é o que o Brasil precisa.
 
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10 de junho de 2015

STF decide liberar publicação de biografias sem autorização prévia

A cena da charge acima seria verdadeira até hoje no Brasil, mas ventos progressistas sopraram em Brasília esta noite.
 
Por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram nesta quarta-feira (10) derrubar a necessidade de autorização prévia de uma pessoa biografada para a publicação de obras sobre sua vida. A decisão libera biografias não autorizadas pela pessoa retratada (ou por seus familiares) publicadas em livros ou veiculadas em filmes, novelas e séries.

Uma gigantesca vitória da democracia, da liberdade, do direito à informação e à memória. Os ministros finalmente acabaram com o último resquício de censura da ditadura e ao julgarem desnecessária a prévia autorização do biografado permitiram ao biógrafo do Lobo Mau contar que o protagonista comeu a Vovozinha, o que até então não seria possível.

Outro exemplo que ilustra bem como funcionava a legislação brasileira sobre o tema até então é o vídeo do Porta dos Fundos, em que Hitler, sob proteção da legislação brasileira sobre biografias, conversa com um suposto biógrafo e acerta detalhes da publicação:


A lei que vigorava até então estimulava a história chapa-branca. Como se sabe, muitas e muitas vezes esse tipo de relato não conta bem o que aconteceu, agora não mais, venceu o direito de a sociedade ter acesso à sua memória e não a uma lembrança editada e censurada previamente.

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30 de março de 2015

O filhote inconstitucional

Ótimo texto da Fabiana Puclineli publicado hoje em O Popular:


Ministro Roberto Barroso: “A lei é ruim demais. Não é uma daquelas situações de fronteira. A inconstitucionalidade é muito patente. Não tem por onde”.

Ministra Cármen Lucia: “O Estado de Goiás criou um filhote, um órgão na PM, com pessoal que de voluntário não tem nada, com armas, cumprindo função policial, sem concurso público e com um serviço paralelo. A inconstitucionalidade é flagrante, manifesta, acintosa”.

Ministro Marco Aurélio Mello: “O Executivo e o Legislativo se valem da morosidade do Judiciário para editar normas inconstitucionais. Estamos falando de matéria muito sensível e muito cara à sociedade. A segurança da população só pode ser prestada por quem fez concurso público”.

Ministro e relator Luiz Fux: “Em verdade, o que se tentou foi realizar um corte de gastos ou uma redução expressiva de custos relacionados à segurança pública. A lei está em contraste radical com a Constituição Federal”.

Ministra Rosa Weber: “A situação é flagrantemente inconstitucional e não pode ganhar sobrevida”.

As declarações foram na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) de quinta-feira, durante o julgamento da lei goiana 17.882/2012, que instituiu o Serviço de Interesse Militar Voluntário na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros Militar (Simve), com contratação de 2,4 mil policiais.

Os nove ministros foram unânimes em derrubar o Simve em uma votação rápida e sem qualquer manifestação de um único pontinho de dúvida sobre o descabimento da lei. A íntegra da sessão faz parecer inacreditável o fato de a lei ter sido proposta pelo governo estadual, aprovada pela Assembleia Legislativa com questionamentos isolados e que tenha vigorado nos últimos dois anos. Faz pensar que o Estado tinha ciência de sua inconstitucionalidade – como não saber? –, mas, conforme sugeriu Marco Aurélio Mello, bancou a lei que garantia dividendos eleitorais e redução de gastos em curto prazo. No maior estilo “lá na frente, se cair, vê-se o que fazer”.

As duras declarações, ironias e risadas dos ministros durante a discussão levam à reflexão sobre dois problemas recorrentes no Estado de Goiás: a insistência de se discutir segurança pública sem aprofundamento, apontando soluções mágicas e teses mirabolantes, e uma desvalorização do concurso público flagrante na atual gestão.

É certo que se exige cada vez mais dos gestores criatividade e inovações para solucionar problemas em áreas prioritárias como a segurança pública. Mas recorrer a saídas que têm mais peso de marketing do que de eficiência e de soluções de fato, e que ainda atropelam a Constituição, é temerário e irresponsável.

Criar um “filhote” da PM totalmente fora da lei é, assim como atribuir todos os problemas da segurança pública à “frouxidão” das leis, manter na superfície a discussão sobre o setor.

A necessidade de discutir formas de financiamento, inclusive com maior participação da União, é urgente. Mas isso não passa por uma economia com salários de policiais em serviço paralelo, como parece ter sido o foco do Simve. Até porque, mesmo com o discurso de ajuste fiscal, o Estado mantém altos gastos em áreas que não são prioritárias. Cobrar mudanças no financiamento e rever as despesas seriam saídas mais adequadas.

A decisão do Supremo, cujo prazo de efeito ainda não foi estabelecido por suspensão do julgamento, forçará o Estado a rever a necessidade de concurso público para o setor - tanto na discussão da validade do atual certame, que está subjudice, como de novas seleções, já que caiu muito o efetivo das polícias em Goiás nos últimos anos.

Quem sabe a decisão também force o Estado a repensar a necessidade de planejamento de concursos - prometidos pouco antes das eleições e esquecidos depois delas. Com as organizações sociais (OSs) na saúde, contratos temporários que se renovam continuamente e outros serviços terceirizados, o Estado adota um modelo de redução de concursos que afeta outras áreas prioritárias, como a educação.

De acordo com dados do IBGE, o número de temporários teve um salto de 10 mil nos últimos três anos em Goiás. É bom lembrar que o governo prometeu cortar a metade, em meio à reforma administrativa anunciada no ano passado. Não conseguiu manter a promessa, diante da demanda. Por óbvio, é impossível tirar de uma vez 50% do pessoal sem que se tenha planejado o preenchimento das vagas por concurso.

As altas despesas com funcionalismo também precisam ser revistas nas gestões públicas, mas com planejamento e prezando a eficiência. Não de forma desorganizada, com vaivém de temporários e cortando concursos.
 
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26 de abril de 2013

Charge do dia

Aprovada ontem pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados (da qual fazem parte José Genoíno  João Paulo Cunha, condenados pelo STF no processo do Mensalão) uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC 33) que submete decisões do STF a avaliação do Congresso Nacional...


Em tempo: ainda dá para acreditar em seriedade na Política?