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Pensamentos aleatórios

9 de novembro de 2012

E como ficará o CRAC com Jardel?

Uma das maiores indagações dos catalanos, em especial daqueles que gostam de futebol, é saber como vai ser a relação de Jardel Sebba com o CRAC. Todo mundo sabe, até aqueles que vão pouco ao Genervino da Fonseca (como eu), que o time é realmente uma paixão catalana e quando vai bem nas competições que disputa todos nós nos enchemos de orgulho, do time e da nossa cidade, pelo destaque que a progressão nos campeonatos proporciona para o local onde vivemos.

E além de ser uma paixão o CRAC provoca uma movimentação econômica na cidade: gera emprego (diretos e indiretos), movimenta a imprensa, rádio, TV, carros de som, comércio, vendedores ambulantes, lojas de material esportivo... e por aí vai. E também o time tem a capacidade de projetar politicamente as pessoas, sendo os maiores exemplos Adib Elias e Rodrigão. O primeiro por ser o prefeito que mais investiu no CRAC, apontado como principal responsável pelo bicampeonato goiano de 2004 (mais do que técnico e jogadores), e o segundo por ser considerado o torcedor símbolo do Leão do Sul naquele ano, por ir ao estádio vestido como "roceiro" e ter conseguido calar a boca de alguns comentaristas da imprensa esportiva de Goiânia. É verdade que Adib colou mais sua imagem ao time do que o Rodrigão (que posteriormente se destacou na vida sindical), tanto que CRAC atualmente é sinônimo de Adib, ao ponto dos mais apaixonados dizerem que o não haverá mais ajuda da prefeitura no ano que vem. E lendo hoje no Blog do Mamede a entrevista com o presidente do CRAC, Roberto Tiú (http://portaldosudeste.com/blogdomamede/politica/pergunta-do-dia-44/), não posso deixar de concordar com esse receio.


Opa! Como assim? Então eu concordo que Jardel não vai investir no time? Que eu acredito nos boatos que ele odeia o CRAC e torce pro Vila Nova? Que vai demolir o Genervino da Fonseca e criar outro time? Não, muito pelo contrário. Acredito que como todo catalano Jardel também adora o CRAC e torce para o time e como prefeito vai sim investir nesta paixão dos catalanos, mas é a posição da diretoria do CRAC que me preocupa, pois se o atual presidente, cujo mandato vai até 2014, não admite conversar com outro que não seja o Adib a torcida tem sim motivos para preocupação.

Infelizmente, como tudo mais em nossa cidade, a gestão do CRAC também foi politizada e o que se vislumbra não é a atuação independente de uma diretoria eleita pelos sócios, que precisa de patrocínio e da ajuda do poder público para tocar o time, mas sim de um grupo político derrotado e ressentido que poderá fazer de tudo para atingir o adversário, até mesmo afundar a paixão dos catalanos. 

É claro que tudo são suposições, mas realmente acredito que Jardel investirá no CRAC (se não investir nunca vai desvincular Adib da imagem do time) e que a diretoria e o presidente recebarão o apoio que for oferecido pelo prefeito (seja ele quem for). No entanto, acredito que o ideal seria que o time fosse realmente independente do financiamento público municipal e que as industrias e demais ramos de nossa economia investissem no CRAC, deixando para a prefeitura recursos que seriam usados para desenvolver o lazer e a prática esportiva amadora. Se fosse assim, o nosso time, que vem sendo usado como uma ferramenta político-partidária seria o que deve ser todo time de futebol: uma paixão!
 


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Um comentário:

  1. Sou freqüentador assíduo do Genervino da Fonseca, e a meu ver o Clube Recreativo e Atlético Catalano precisa urgentemente se profissionalizar, e tornar-se independente, sem necessitar quase que totalmente dos recursos da Prefeitura Municipal de Catalão para que o time possa disputar campeonatos. É claro que o apoio da PMC é bem-vindo e essencial, porém é necessário que os dirigentes do clube busquem novos patrocínios junto às grandes empresas, principalmente as que estão instaladas em nossa cidade, para estampar o uniforme do CRAC, assim como fazem os grandes times de futebol. É preciso, para isso, que haja transparência nos recursos captados e investidos no time (o São Caetano, por exemplo, em seu site divulga os balancetes a cada ano), para que as empresas tenham maior confiabilidade de que o dinheiro aplicado em patrocínios esteja sendo usados de forma eficiente e eficaz, sem desvios ou falcatruas por parte da cúpula que dirige o CRAC (Já ouvi comentários que algumas das grandes empresas da cidade não patrocinam mais o CRAC porque não estavam confiando que o dinheiro estava sendo aplicado no time). É preciso estruturar o estádio e deixá-lo de acordo com as exigências da CBF; precisamos ter um estádio com a capacidade de ao menos 10 mil expectadores. É preciso investir em categorias de bases, sempre tivemos jovens talentos em nossa cidade que, infelizmente, não tem a oportunidade de atuar por um clube de futebol (na sua própria família, Robertinho, teve bons jogadores que tiveram que jogar em outros clubes). Seria interessante firmar convênios para que estudantes de Educação Física (UFG) e de Fisioterapia (CESUC) possam estagiar/trabalhar no clube. O CRAC precisa, enfim, se profissionalizar para ser considerado um time de grande porte e respeitado, livre das amarras político-partidárias (isso me soa utópico). Nem o site do clube é atualizado, daí já temos uma noção da “grandeza” que o clube tem almejado... Oremos!

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